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Sempre que lá vou... São Manços!

Não sei se é da sorte que tenho ou se do azar que dou, que aqui os mansos se confundem com "Manços". Não, não é superstição, é apenas coincidência.
De qualquer forma e porque nem só de glória vive um grupo de forcados, é bom ir a São Manços. É bom também, porque sentimos que somos por lá queridos e respeitados mesmo quando as coisas não correm de feição. 

Sente-se nas bancadas, bem cheias, por parte dos locais, a natural vontade de ver o grupo da terra se apresentar bem, mas também a exigência de um bom desempenho nosso. Havia um prémio para o melhor grupo, que ficou em casa. Mostraram que sabem ganhar o que não acontece em todo o lado.

A compor as bancadas estavam muitos antigos elementos do GFAS, com especial destaque para a falange Alentejana. A presença destes antigos elementos ajuda a dar um sentido ainda maior àquilo que se faz em praça.

29 de Agosto de 2015
Toirearam o Luis Roxinol, o António Brito Paes e o João Telles, 6 toiros de Herdeiros de Cunhal Patrício.

As nossas pegas foram bem diferentes entre elas. A abrir praça depois de brindar ao público, o Lourenço Ribeiro mostrou numa tentativa que está pronto para pegar em qualquer lado. O grupo ajudou muito bem.

Em seguida, em ambiente de centenário, o homem da terra, José Fialho no seu primeiro toiro de caras, que não parecia ser o primeiro e a deixar a sensação de que se dedicar ao assunto pode vir a ser um bom forcado de caras como é bom primeira ajuda, tal como tinha mostrado na primeira pega. Vontade mostrou que a tinha nas suas duas tentativas. Da mesma forma o grupo assim o ajudou bem, com a sua habitual parelha das segundas o Manuel Quintela a amparar-lhe o primeiro derrote.
Brindou ao grupo da sua terra que comemora 50 anos.

Se 5 tentativas são muitas quando o toiro é macio, naquele foi para além do suportável. Depois de na primeira tentativa se ter levantado com a maca ao seu lado para o transportar, o Rúben Giovety, foi lá mais 4 vezes muito mas mesmo muito duras. Sem queixas, sem descansos, sem reuniões e em tempo record. Um "dejá vu" do António Goes em Abiul. Não há muitos que o fizessem assim... há mesmo muito poucos. O toiro não deu hipóteses nem ao forcado da cara, nem ao grupo de ajudas. Este seria o sexto toiro da corrida, mas o quarto magoou-se e saiu o sobrero no fim da corrida...

Quem também não deu hipóteses foi o Ricardo Tavares que mesmo sem cabrestos, assim que encontrou uma aberta, entrou à cernelha para surpresa do Lopo de Carvalho que se viu em tarefas novas ao rabejar o toiro. Quando é para resolver, é para resolver.

O Grupo foi homenageado pelo Grupo de São Manços, pela Junta de Freguesia de São Manços e pela família Branco. Foram desterradas lado a lado, duas placas à entrada da praça a assinalar os 50 anos do Grupo de São Manços e o Centenário do Grupo de Santarém.
Para rematar, o já famoso banquete em casa do Senhor Armindo Branco com que o Grupo é sempre recebido.

Aos toiros a São Manços, hei-de lá voltar... se me deixarem os supersticiosos!

José Maria Lebre

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